Os melhores livros de neurociência para leigos curiosos
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Virginia Woolf leu James Joyce? Joyce leu Virginia? A primeira tem resposta fácil, porque Virginia escreveu publicamente sobre Joyce, em especial, sobre Ulysses . Ele figura, centralmente, no ensaio "Os romances modernos", de 1919. Ele aparece novamente em 1925, no ensaio "A ficção moderna", versão ligeiramente modificada de "Os romances modernos". Pode-se dizer que Virginia tinha uma relação ambígua com Joyce e seu Ulysses . Ela, sem dúvida, admirava sua criatividade, mas também era essa criatividade que a incomodava. Joyce, por sua vez, que se comprazia em reproduzir, em seus livros, sobretudo em Finnegans Wake , frases de seus críticos, transcritos ao seu bel prazer, faz ao menos uma referência a uma frase de Virginia, retirada justamente do ensaio em que ela trata dos romances modernos. E esse "encontro" (ou seria um "desencontro"?) entre os dois que o livro busca documentar.
Tomaz Tadeu, depois de vários desvios e decisões erradas, terminou onde deveria ter começado: no ofício da tradução literária. Nos últimos anos tem se concentrado na tradução da obra novelística e ensaística de Virginia Woolf, reunida na coleção Mimo, da Autêntica Editora. Nos intervalos, arriscou-se na tradução de algo de James Joyce, mais especificamente, do livro Um retrato do artista quando jovem e do conto Os mortos.
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