Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Em 1871, quando Júlio Verne publicou o romance de aventura que inspiraria esta adaptação em quadrinhos, os mares e oceanos ainda eram em grande medida um mistério. Por uma simples razão: todas as embarcações navegavam na superfície das águas, e estas protegiam do olhar e da mão humana suas profundezas e seus segredos. Hoje, os leitores do século XXI encontrarão, nesta belíssima adaptação, toda a fulgurosa e potente imaginação de Júlio Verne: um grupo de homens, à caça do gigantesco animal que vem aterrorizando marinheiros em vários portos do mundo, trava conhecimento com uma nova máquina que permite a viagem sob as águas. Deparam-se com maravilhas submarinas até então inacessíveis à humanidade e intrigam-se com a figura tão estranha quanto fascinante do capitão Nemo – um homem inteligente que, por alguma razão, parece ter abdicado do convívio com as sociedades humanas. Esta versão do clássico Vinte mil léguas submarinas mantém o suspense e o mistério do romance original, abordando, ainda, temáticas atuais, como as consequências, para o meio ambiente, da ambição desmedida dos seres humanos e a universalidade de conflitos políticos e da opressão entre os homens. Os Editores
Júlio Verne (1828-1905) passou a infância com os pais e irmãos na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com seu irmão Paul. Mais tarde, seu pai, com a esperança de que o filho seguisse sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis, e principiou sua vida literária escrevendo para o teatro, onde estreou com os Contratos desfeitos, a que se seguiram vários libretos de óperas cômicas. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de ações, que teve como propósito lhe garantir alguma estabilidade financeira. Em 1863, porém, começou a publicar num jornal da época o romance Cinco semanas em balão, que pouco depois reunia em um volume, logo criando com essa obra um novo gênero literário: o romance geográfico e científico, que fundou rapidamente a sua reputação. A seguir escreveu: Viagem ao centro da Terra (1864), Da terra à lua (1865), Vinte mil léguas submarinas (1870), A ilha misteriosa (1870), A volta ao mundo em 80 dias (1873), entre outras narrações pitorescas de engenhosas invenções a um tempo atraentes e instrutivas, que o tornaram universalmente conhecido."
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