Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Em 9 de fevereiro de 2025, a Lei nº 11.101 completou vinte anos de vigência. Mas, devemos dizer que sua entrada em vigor em 2005 foi mais comemorada do que as conquistas por ela registradas a partir de então. À época, comemorou-se a chegada da aclamada atualização da normativa atinente à falência e, em especial, à chegada da recuperação de empresas em substituição da concordata. Havia a sensação de que as legislações sobre Direito de Empresa estavam finalmente alcançando as expectativas do século XX e que conseguiríamos caminhar com passos mais firmes para o século XXI. A falência em si não era assunto inédito. Tal como a demanda por atualização legislativa, que raras vezes acompanham os avanços tecnológicos. A Lei de Recuperação de Empresas e Falência tem, desde sua entrada em vigor, maior foco na recuperação da empresa. E esse é o ponto que fundamentou a demanda pela revisão da Lei nº 11.101/2005. Alguns ajustes foram feitos ao longo do tempo, como se verificou com a Lei Complementar nº 147/2014, mas a grande reforma veio com a Lei nº 14.112/2020, que atualizou amplamente a Lei nº 11.101/2005, num período de exceção marcado pela pandemia de Covid-19 que impactou fortemente as atividades socioeconômicas e exigiram a revisão de termos e acordos firmados e sobrestamento de processos. Passado o tempo, vê-se que alguns pontos reformados foram mais bem-recebidos do que outros. As discussões devem se acirrar ao longo do tempo, sobretudo com o avançar do Projeto de Lei do Senado nº 4/2025. Neste sentido, a presente obra é marcada pelo anseio por ver maior efetividade da norma recuperacional e falimentar.
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