Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
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Publicado em 1919, este clássico da literatura brasileira é considerado uma das principais obras do pré-modernismo. Se você não cismar de sofrer com a língua, que é diferente do português que a gente usa hoje em dia, vai mergulhar em um Rio de Janeiro do início do século XX por meio do olhar crítico de Gonzaga de Sá, que questionava a modernização urbana e a degradação dos valores tradicionais da sociedade carioca. Nesta edição especial você tem o texto integral acompanhado de explicações e links bem espertos que o ajudarão a compreender melhor a trama, diferentes estilos de ilustrações e um informativo com o mapa dos personagens para você lembrar quem é quem no romance de Lima Barreto.
LIMA BARRETO era neto de negros escravizados, filho de uma professora que faleceu quando ele tinha apenas oito anos e de um tipógrafo com transtornos psicóticos. Apesar das dificuldades, conseguiu estudar em bons colégios graças à ajuda de um padrinho, conhecido como visconde do Ouro Preto. Circulando pela elite do Rio de Janeiro, aprendeu desde cedo a realidade do preconceito e da desigualdade no Brasil, e foi a partir dessa consciência que começou a escrever contra tais injustiças. De início trabalhou em uma repartição pública, mas logo se destacou escrevendo crônicas e folhetins para jornais e revistas. Publicou 26 livros, todos com uma veia crítica e linguagem única que lhe custaram popularidade entre a elite intelectual do país. Enfrentou problemas com o álcool e morreu cedo, aos 41 anos, vítima de um colapso cardíaco.
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