Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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A era de ouro da crônica brasileira pela pena afiada de Humberto Werneck Os autores da era de ouro da crônica brasileira podem até se contar nos dedos das mãos, mas os temas e lugares incomuns encontrados nos textos aqui reunidos tornam Viagem no país da crônica uma leitura farta e variada, que nos fala do Brasil de certo tempo e do mundo em qualquer tempo. Tudo é matéria para a crônica — do eclipse ao uísque, do mar à morte, da fé às fotografias, da chuva aos golpes de Estado —, desde que o tratamento dado a essa matéria seja o de quem está sentado ao meio-fio (ou ao rés do chão, como define Antonio Candido), jogando conversa fora, com a pressa ditada pelos prazos de entrega. Será então a crônica o “patinho feio” da literatura? Mais do que tentar definir o gênero, este livro costura crônicas amigas e anedotas saborosas, percorrendo o ano de janeiro a dezembro, com seus sábados, carnavais, primaveras e maios. Entre os autores citados estão Clarice Lispector, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Rachel de Queiroz, Rubem Braga — e quem lança luz sobre cada pérola cunhada por eles é Humberto Werneck, uma ponte entre a geração que floresceu nos anos 1950 e a contemporânea. “Para esta Viagem no país da crônica, tenha certeza, não poderia haver melhor condutor.” — Guilherme Tauil
Humberto Werneck nasceu em Belo Horizonte (1945) e vive em São Paulo. Organizou a antologia "Boa companhia: crônicas, entre outras". É autor de livros como "O desatino da rapaziada", "O espalhador de passarinhos", "Esse inferno vai acabar" e "Sonhos rebobinados", os três últimos de crônicas. Em 2025, lança "Viagem no país da crônica".
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