Baseando-se principalmente nos trabalhos fundacionais de Michel Foucault, o livro Uma história das sexualidades aborda as temáticas da sexualidade humana desde a Antiguidade clássica até o início do século XXI, detalhando as conexões entre corpo, gênero, cultura, poder e subjetividades. A partir de uma rigorosa pesquisa documental e de reflexões ancoradas tanto na demografia histórica como na antropologia cultural e na história social, fantasias, representações, práticas e opressões vinculadas ao corpo e ao desejo são historicamente reconstituídas na obra, de modo a revelar a sexualidade como um fato social incontornável no entendimento da relação humana com o prazer e a liberdade.
Sobre Sylvie
Christine Bard é professora de História Contemporânea na
Universidade de Angers e membro honorário do Instituto Universitário da
França. Publicou, depois de sua tese Les Filles de Marianne [As filhas de
Marianne] (Paris: Fayard, 1995), Les Garçonnes: Modes et fantasmes des
Années Folles [As garçonnes: modas e fantasias dos Anos Loucos] (Paris:
Flammarion, 1998), Les Femmes dans la société française au xxe siècle
[As mulheres na sociedade francesa do século xx] (Paris: Armand Colin,
2003), Une Histoire politique du pantalon [Uma história política da calça]
(Paris: Seuil, 2010), Ce que soulève la jupe [O que levanta a saia] (Paris:
Autrement, 2010), Le Féminisme au-delà des idées reçues [O feminismo
para além das ideias recebidas] (Paris: Le Cavalier Bleu, 2012), Les
Insoumises: La révolution féministe, une Anthologie [As insubmissas: a
revolução feminista, uma antologia] (org., Paris: Le Monde, 2013), Histoire
des femmes dans la France des xixe et xxe siècles [História das mulheres
na França nos séculos xix e xx] (com Frédérique El Amrani e Bibia Pavard,
Paris: Ellipses, 2013). Recentemente coorganizou o Dictionnaire des
féministes: France xviiie-xxie siècle [Dicionário de feministas: França,
séculos xviii-xxi] (Paris: PUF, 2017). Foi cientista responsável pelo
programa de pesquisa interdisciplinar Gedi (Gênero e Discriminações
Sexistas e Homofóbicas), preside a associação Archives du Féminisme,
dirige a coleção de mesmo nome na Presses Universitaires de Rennes e
coordena o museu virtual de história das mulheres e do gênero, o Musea
(Universidade de Angers).