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Artigos 1939 - 1940
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A magnitude da poesia de Cecília Meireles já é bastante celebrada tanto nacional, como internacionalmente. Outro segmento da produção escrita da autora é sua produção no campo dos contos. Suas crônicas, também integram um capítulo modelar de nossa literatura. A presente publicação oferece a oportunidade aos leitores de conhecer um lado de Cecília ainda por ser conhecido. Os nove textos de Cecília Meireles aqui coligidos foram publicados na revista Observador econômico e financeiro entre fevereiro de 1939 e maio de 1940. O que temos nesta edição são ensaios/reportagens concebidos pela escritora nas quais ela toca de forma profunda em questões centrais de sua época como: o cotidiano desafiador do professor (tanto os do magistério como no nível superior), as barreiras para a formação de um sistema de ensino que prepare adequadamente os jovens para a vida profissional, as barreiras enfrentadas pelas mulheres para firmar seu lugar na sociedade brasileira, a importância da moda na vida das pessoas, a necessidade dos trabalhadores terem um período de descanso em benefício de sua saúde, etc. A leitura do conjunto de matérias/reportagens envolve os leitores não apenas em virtude da qualidade textual única, como também os encanta pela capacidade da escritora em abordar os assuntos de maneira muito perspicaz e pessoal, lançadas pela primeira vez em Livro e com apresentação do Doutor em História social pela USP Gustavo Tuna esse Livro é um marco na publicação das obras da Cecília no Brasil.
Cecília Meireles, nossa poeta maior, nasceu no dia 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Foi poeta, ensaísta, cronista, folclorista, tradutora e educadora. Em 1919, publicou o seu primeiro livro de poemas, intitulado Espectros. Em 1939, foi agraciada com o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo livro Viagem. Dentre tantos prêmios que recebeu; o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, concedido pela Câmara Brasileira do Livro pelo livro Poemas de Israel em 1963; o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro Solombra, em 1964; , o Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto de sua obra em 1965. Faleceu em sua cidade natal, em 9 de novembro de 1964.
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