Os melhores livros paradidáticos para o ensino médio
Uma seleção dos paradidáticos mais usados em escolas brasileiras, por disciplina, faixa etária e nível de leitura. Para professores que querem fazer o aluno querer ler o livro indicado.
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Além de poeta de primeira grandeza, Cecília Meireles foi professora. Formada pela Escola Normal (Instituto de Educação) do Rio de Janeiro, começou a exercer, em 1917, o magistério primário em escolas oficiais do então Distrito. Preocupada com o estado da educação no Brasil, sempre militou na área, participando ativamente dos debates acerca das reformas de ensino projetadas na década de 1930. Naqueles instantes decisivos da história brasileira, Cecília passou a colaborar para a seção que o Diário de notícias reservava diariamente para assuntos relacionados a educação. A poetisa disserta com clareza e profundidade nestes textos sobre temas como política educacional, currículo escolar, métodos pedagógicos, espaço escolar, a formação dos professores e suas atribuições em sala de aula, os desafios do ensino público, o movimento da Escola Nova, as particularidades da infância e da adolescência, o papel da família nos processos de aprendizagem, literatura infantil, entre outros. Cumpre destacar o caráter de escritos de intervenção que estes textos possuem, ao pautarem e proporem soluções para impasses candentes na época e que ainda nos são consideravelmente familiares, demandando a atenção de todos que se interessam pelos desafios do ofício de ensinar.
Cecília Meireles, nossa poeta maior, nasceu no dia 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Não chegou a conhecer o pai, falecido antes de seu nascimento. Aos 3 anos de idade, perdeu a mãe. Órfã, foi criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides. Casou-se, em 1922, com Fernando Correia Dias, artista plástico com quem teve três filhas. Dias cometeu suicídio em 1935, vítima de depressão. Viúva, Cecília se casou novamente em 1940, desta vez com Heitor Vinícius da Silveira Grilo, professor e engenheiro agrônomo. Faleceu em sua cidade natal, em 9 de novembro de 1964. A autora foi poeta, ensaísta, cronista, folclorista, tradutora e educadora. Em 1919, publicou o seu primeiro livro de poemas, intitulado Espectros. Em 1934, organizou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Em 1939, foi agraciada com o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo livro Viagem. Dentre tantos prêmios que recebeu, destacam-se o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 1962; o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, concedido pela Câmara Brasileira do Livro pelo livro Poemas de Israel em 1963; o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro Solombra, em 1964; e, postumamente, o Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto de sua obra em 1965. Sua poesia foi traduzida para diversos idiomas, incluindo alguns menos convencionais como híndi e urdu, e musicada por uma variedade de artistas. A Global Editora publica, com exclusividade, todas as obras de Cecília Meireles.
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