Os melhores livros de fantasia para entrar de cabeça em outro mundo
Da fantasia épica ao realismo mágico, o gênero tem algo para cada tipo de leitor. Uma seleção dos livros que mais transportam, encantam e viciam, do iniciante ao veterano.
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Um livro de memórias divertido e surpreendente, com elenco espetacular, que traz um olhar renovado sobre o Maio de 68 na França. No início de 1968, o cineasta Jean-Luc Godard era um ícone da esquerda francesa. Lançado no ano anterior, seu filme A chinesa fora saudado como profético: ao retratar um grupo de jovens maoístas disposto a fazer a revolução, captava o espírito do tempo que eclodiria em maio de 1968, quando os estudantes tomaram as ruas de Paris. A atriz e escritora Anne Wiazemsky, autora do livro, foi a protagonista de A chinesa e estava casada com o cineasta naquele ano. O casal vivia no epicentro da confusão: Anne e Jean-Luc dividiam um apartamento no Quartier Latin, vizinho da Sorbonne, a universidade no foco dos primeiros con?itos que mais tarde paralisariam o país. Ao lado dos cineastas François Tru?aut e Jacques Rivette, do flósofo Gilles Deleuze, do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit, em contato próximo com Bernardo Bertolucci e Pier Paolo Pasolini, com os Beatles e os Rolling Stones, a dupla Anne-Godard testemunha o mundo em ebulição e procura se situar em meio às vertiginosas transformações.
Anne Wiazemsky nasceu em 1947, em Berlim. Atuou em flmes de Robert Bresson, Pier Paolo Pasolini, Jean-Luc Godard, Marco Ferreri e Philippe Garrel. Nos anos 1980, iniciou uma premiada carreira literária, em que se destacam os romances Canines (1993) e Hymnes à l’amour (1996). Um ano depois (2015) foi adaptado para o cinema por Michel Hazanavicius, com Louis Garrel no papel de Jean-Luc Godard. Anne morreu em 2017, aos 70 anos.
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