Como montar um clube de leitura presencial que funciona de verdade
Um bom clube de leitura transforma leitores solitários em uma comunidade. Guia completo para criar, organizar e manter um clube que as pessoas realmente frequentem.
HeuríSticas, Vieses e Ruído, DissonâNcia Cognitiva, Falsas MemóRias e Comparticipação
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POR QUE ESCOLHER O LIVRO “TOMADA DA DECISÃO JUDICIAL E PSICOLOGIA”? A obra que se tem em mãos está centrada na tomada da decisão judicial à luz da psicologia. Com embasamento científico, o autor aborda as heurísticas, os vieses e o ruído que cercam os julgamentos feitos no âmbito do Poder Judiciário. O trabalho também aborda a teoria da dissonância cognitiva, procurando mostrar como o indivíduo fica dividido e como age diante de opiniões ou pensamentos discrepantes (dissonantes). Todo profissional do Direito, sobretudo os juízes, deve conhecer e evitar cair em armadilhas inconscientemente construídas em sua mente e que podem comprometer a realização da justiça. Quantas vezes nós juízes não nos apegamos a vieses de confirmação, tendo predisposição, ainda que inconsciente, de “optar por dados e informações que tão somente confirmem as crenças e impressões preliminares, sem passar pelo crivo apurado do sistema reflexivo”? Ou nos perdemos em vieses de trancamento, inclinados a manter uma decisão anterior, mesmo que tenha sido tomada sem cognição plena, já que antes se investiu tempo e pesquisa para se firmar a posição? Atire a primeira pedra aquele que, juiz ou não, nunca fiou um julgamento em estereótipos e preconcepções. O livro nos traz a visão aberta que todo magistrado necessita possuir, ciente de suas limitações, consciente das várias possibilidades e preparado para novas compreensões. Como diz o autor, “para bem exercer a tarefa de julgar, interpretando leis e valorando provas no âmbito do processo penal, o julgador deve primeiro vencer seus preconceitos, questionar suas próprias ideias e conhecer seu próprio íntimo, onde, às vezes, de maneira inconsciente, se formam autocompromissos ou prejulgamentos que podem levar a um provimento distante do ideal de justiça”. Carlos Henrique Borlido Haddad Professor da Faculdade de Direito da UFMG. Juiz Federal.
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