Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
Se você quer entrar no mundo da ficção mas não sabe por onde começar, esta lista é para você. Selecionamos livros envolventes, acessíveis e impossíveis de largar.
A Justiça Acusada – os Juízes do III Reich, Como Réus no Palco do Teatro da Justiça Assassina
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Este livro ergue-se como um monumento de memória e reflexão crítica sobre um dos capítulos mais sombrios da história jurídica moderna, qual seja, a atuação dos juízes sob o regime nacional-socialista, qual seja, o nazismo, que de forma notória, abdicaram o mister de guardiões da lei, para se tornarem cúmplices e, artífices de uma violência institucionalizada, transformando o tribunal em palco de uma justiça assassina. Com um rigor histórico e de considerável densidade pedagógica, a obra percorre o itinerário dos Juízes do III Reich, revelando como o direito foi instrumentalizado para legitimar perseguições, condenações sumárias e execuções em massa, buscando compreender os mecanismos psicológicos, ideológicos e institucionais que converteram homens de toga em verdugos da legalidade. A sua estrutura e o seu conteúdo demonstram o colapso da tradição jurídica alemã, através de uma análise de como o nacional-socialismo corroeu os funda-mentos do direito liberal, substituindo-os por uma concepção racial e totalitária da lei, tendo o Tribunal Popular e seus protagonistas, apresentado figuras de destaque, como Roland Freisler, cuja retórica violenta e teatral simbolizou a degradação da justiça em verdadeiro espetáculo de intimidação, através de uma verdadeira pedagogia do terror, onde cada audiência era concebida como lição pública, destinada a reforçar a disciplina social e, a obediência cega ao Führer. Dessa forma é que a história dos Juízes do III Reich demonstra a cumplicidade da Barbárie e constitui um dos mais perturbadores capítulos da civilização jurídica ocidental, pois homens formados nas tradições do direito alemão, herdeiros de séculos de refinamento dogmático e filosófico converteram-se em agentes da violência institucionalizada, transformando o tribunal em palco da perseguição e a toga em símbolo de cumplicidade. Sob o nacional-socialismo, o direito deixou de ser um sistema normativo destinado à proteção da dignidade humana e passou a ser instrumento de legitimação da ideologia racial e da vontade absoluta do Führer, onde a lei não mais se apresenta-va como limite ao poder, mas como extensão, uma vez que normas jurídicas foram moldadas para criminalizar opositores políticos, judeus, comunistas e qualquer outra voz dissonante. A linguagem erudita na obra busca não apenas informar, mas também formar, uma vez que cada capítulo é concebido como uma lição histórica e, de advertência moral no exercício de uma cidadania crítica, sendo, portanto, uma obra que trans-cende o relato histórico, que chama a uma vigilância permanente contra a corrupção da justiça, de todo, lembrando que, quando os juízes se tornam réus, uma sociedade inteira pode se ver no banco dos acusados.
Planeje no seu ritmo
Esta edição tem 192 páginas. Escolha uma meta diária possível e ajuste o plano conforme a leitura avançar.
Ritmo tranquilo
20 dias
10 páginas por dia
Ritmo constante
10 dias
20 páginas por dia
Ritmo intenso
7 dias
30 páginas por dia
ADVOGADO, MESTRE EM DIREITO E, EM HISTÓRIA MILITAR E DOUTORANDO EM CIENCIAS SOCIAIS
Outros livros de Alfredo Ricardo Hid
Livros na mesma categoria
Sua vida de leitura
A Lireo é uma plataforma para organizar sua estante, registrar páginas e impressões, publicar resenhas e encontrar pessoas que estão lendo os mesmos livros.
Dicas e recomendações para leitores
Se você quer entrar no mundo da ficção mas não sabe por onde começar, esta lista é para você. Selecionamos livros envolventes, acessíveis e impossíveis de largar.
A ficção científica não é sobre foguetes e robôs, é sobre o que nos torna humanos diante do desconhecido. Um guia pelos subgêneros, clássicos imperdíveis e como entrar no universo.
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Para escolas, universidades, autores e editoras