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Religião

Summorum Pontificum. um Problema ou uma Riqueza?

1ª Edição - 2011110 páginasCaminhos Romanospo
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Sinopse

A 7 de Julho de 2007, o Papa Bento XVI promulgou o Motu Próprio Summorum Pontificum, que entrou em vigor para toda a Igreja a 14 de Setembro do mesmo ano. A publicação deste documento pontifício desencadeou uma verdadeira torrente de declarações, interpretações, dúvidas e reparos. Estas páginas têm um objectivo bem simples. Tratase tão-só de oferecer uma recapitulação de algumas das mais importantes intervenções das autoridades competentes na matéria, para que, por entre tão abundantes distorções, se possa chegar a compreender um pouco melhor o alcance do Motu Proprio Summorum Pontificum que, a longo prazo, há-de revelar-se de transcendental importância para a vida da Igreja. «Estou convencido de que a crise eclesial em que hoje nos encontramos depende em grande parte da de cadência da liturgia, que por vezes é mesmo concebida como “etsi Deus non daretur”: como se já não interessasse se Deus está ou não presente nela, se Ele nos fala e nos ouve ou não» Bento XVI. Será o Summorum Pontificum um problema criado artificialmente? Mais um problema, a juntar-se aos já muitos que a Igreja tem hoje de enfrentar? Ou trata-se, ao contrário, de um dom, de uma preciosa riqueza que o Papa vem oferecer a toda a Igreja? A resposta a estas perguntas tem uma importância capital. É muito diferente o estado de alma que emerge diante de um problema inesperado, relativamente ao que se vê provocado pela surpresa de um presente valioso que nos é oferecido. Tanto Bento XVI como os seus mais estreitos colaboradores na Pontifícia Comissão Ecclesia Dei têm apresentado o Motu Proprio como um dom oferecido pelo Santo Padre a toda a Igreja, pondo à disposição de todos os valiosos tesouros do património litúrgico. Compreendemos bem o desconcerto de certas pessoas que ficam embargadas ao descobrirem que Bento XVI põe a questão litúrgica na própria raiz da crise em que estamos imersos, estimando-a como um dos meios privilegiados para resolver esta mesma crise. É provável que não se chegue a entender o que quer que seja se não se conseguir compreender a finíssima análise feita pelo Santo Padre e que ele se esforça por propor com uma sincera convicção: Lex orandi, lex credendi, lex vivendi (“A lei da oração (é) a lei daquilo em que se crê, (é) a lei daquilo que se vive”). A corrupção da liturgia acarreta a adulteração da fé, e a esta segue-se infalivelmente a perversão da vida cristã. Como fortaleçamos a raiz, todo o resto da árvore crescerá vigoroso e os frutos serão sãos e abundantes, porque, no fim das contas, o que vem em primeiro lugar e o que é substancial é sempre a graça de Deus. Tudo o resto depende radicalmente desta. Do ponto de vista de uma mentalidade neo-pelagiana e utilitarista, decorrente da heresia do activismo, aquilo que menos conta é a lei da oração, o que menos conta é, enfim, a adoração feita em espírito e verdade. Mas para Deus, não é assim. ? O Padre Manuel Folgar Otero é um sacerdote da Arquidiocese de Santiago de Compostela, Espanha, foi pároco de algumas paróquias e é fundador da Fraternidade de Cristo Sacerdote e Santa Maria Rainha, que tem suscitado vocações sacerdotais em Espanha e na América Latina.

Detalhes do livro

Título
Summorum Pontificum. um Problema ou uma Riqueza?
Autor
Manuel Folgar Otero
Editora
Caminhos Romanos
Ano
2026
Páginas
110 páginas
Idioma
PO
ISBN-13
9789898379085
Edição
1ª Edição - 2011
Formato
Paperback

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