Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Franz Kafka, Joseph Roth, Jacob Wassermann, Bernard Malamud, Saul Bellow, Philip Roth e Schmuel Yossef Agnon são os autores judeus que foram objeto do curso de pós-graduação ministrado na Universidade de São Paulo, por Gershon Shaked, crítico israelense e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, vindo ao Brasil a convite da Associação Universitária de Cultura Judaica e que constituem os temas dos ensaios reunidos neste livro. Por que terá ele relacionado este conjunto de escritores pertencentes a contextos lingüísticos, históricos e culturais tão diversos? Terá sido apenas para examinar as suas respectivas contribuições às diferentes literaturas nacionais? Embora tal estudo não seja irrelevante em si, principalmente quando envolve nomes como o de Kafka, o propósito do crítico hebreu não foi este. A sua busca fundamental pode ser resumida com suas próprias palavras:A questão mais importante é se podemos descobrir alguma estrutura subjacente não-verbal comum a escritores criativos de diversas línguas e os assim chamados diferentes panos de fundo nacionais.Colocada de outro modo, a questão é se o fato de a tradição cultural destes escritores, ao originar-se de duas fontes a herança judaica inserida na história social e a tradição literária ocidental teve alguma influência significativa nas suas realizações literárias .Sombras de Identidade, a partir desta preocupação central, apresenta reflexões significativas para os estudos comparatísticos e introduz interpretações das mais pertinentes para o esclarecimento dos universos ficcionais abordados pelo analista.
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