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FunçõEs do Narrador-Criança em Dois Romances Africanos
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Na companhia de um mais novo analisa as narrativas de infância Bom dia camaradas, do autor angolano Ondjaki, e Meu pequeno país, do autor burundiense Gaël Faye. A autora busca oferecer uma leitura mais afrocentrada de ambas as obras, e confronta o arcabouço teórico da autobiografia e da autoficção com os ensinamentos das filosofias africanas que rejeitam a ideia individualista e autocentrada de tais conceitos. A curiosidade intelectual da pesquisadora a leva a formular indagações provocadoras e bastante pertinentes: será que duas narrativas literárias, geradas por escritores africanos, deveriam ser analisadas utilizando-se conceitos retirados da teoria literária do Ocidente? Como analisar as relações entre literatura, história e política do ponto de vista dos escritores, leitores e outros agentes culturais africanos? E ainda, e muito importante, por que os escritores optaram pelo ponto de vista do narrador-criança? Tais inquietações a levaram a desafiar critérios já estabelecidos por teóricos consagrados na área da teoria e crítica literária. Uma produção em muitos aspectos original, uma leitura necessária, muito bem-vinda e que emociona. Autora: Marina Candido
Marina Candido é graduada em Letras pela Universidade Cruzeiro do Sul (2010), especialista em Literatura pela PUC-SP (2014) e mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP (2022). Editora e autora de conteúdos didáticos e literários. Integrante do Grupo de Pesquisa de Literaturas e Ancestralidades Negras – GPLAN da PUC-SP.
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