Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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A grande questão que se pretende propor neste trabalho é aquela referente a alguns aspectos problemáticos apresentados pela democracia, os quais, inclusive, a podem corroer por dentro como uma doença ou um inimigo oculto. Responder à pergunta que dátítulo a este texto é crucial. Afinal, qual democracia é tão almejada? Até que ponto as pessoas são e desejam realmente ser democráticas? De que modo esse desejo e suas limitações podem ser prejudiciais ou benéficos à democracia? Essa revisão do status quo da Democracia na contemporaneidade, para além da cômoda posição de considerá-la já estabelecida como finalidade indiscutível na seara política, é muito importante para a sua conservação e, por que não, para sua crítica construtiva. Especialmente quando vemos pulular tendências ao autoritarismo e até mesmo ao totalitarismo, apresentações de modelos capitalistas totalitários como possíveis opções (v.g. China) e até mesmo a defesa de governos burocráticos que não necessariamente buscariam sua suposta legitimidade no sufrágio popular. Alguns se encantam com essas opções, principalmente aqueles que não vivem ou viveram sob o tacão desses regimes ou que talvez pensem que farão parte da classe dirigente. Especialmente aqueles que não experimentaram ter como impulso para a atuação em seu dia a dia simplesmente um sentimento humano avassalador que é nada mais, nada menos do que o medo.
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