Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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O empenho de Alejandro, recompensado pela excelência do que escreveu, decodifica em passant a intenção de Bauman (…) para apontar, com irrebatíveis argumentos, que o cidadão transgressor torna-se um delinquente-tumor (expressão nossa), que deve ser extirpado do seu habitat social, sem que o Estado assuma sua responsabilidade de dar-lhe um tratamento digno e, muito menos, tentar recuperá-lo. [...] A mais, o texto (...) aponta que, na esteira dessas consequências, a nova orientação no tratamento criminal, entendendo-se falsamente como forma de combater eficientemente a criminalidade, e cônsono com o pensamento neoliberal, reduzir os investimentos para enfrentar a perversa crise do sistema prisional, além de exibir a intenção de aumento do controle e repressão, não abandonam – ao contrário, incrementam – a preponderância das soluções meramente punitivistas. O texto é de uma riqueza ímpar na nova literatura penal e se me aparenta com uma forma de resistência – não romântica e imatura – mas, sim, presa a uma realidade que passa imperceptível aos que tem a responsabilidade de ver que a punição oficial, hoje, mais não é que a legitimação da barbárie (presente, obviamente, a realidade prisional brasileira). Do prefácio de Aramis Nassif Desembargador aposentado do TJRS
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