Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
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Há um tempo que não cabe no relógio. Ele vive no corpo, na memória e na ancestralidade que caminha junto. Poéticas Ubuntu de um corpo aquilombado: o tempo que perfaz a ancestralidade é uma obra que se debruça sobre o corpo preto como território de memória, criação e resistência. A partir da dramaturgia Aruanda, de Joaquim Ribeiro, o autor propõe uma reflexão profunda sobre ancestralidade, comunidade e produção poética negra, tomando o corpo como arquivo vivo de saberes. O livro enfrenta uma questão central: como a ancestralidade se manifesta no corpo preto contemporâneo e de que forma ela sustenta modos coletivos de existência diante de uma sociedade que historicamente tenta silenciá-los. Ao dialogar com a arte cênica, com a filosofia Ubuntu e com os saberes afro-brasileiros, a obra tensiona noções ocidentais de tempo, indivíduo e memória. A legitimidade do texto se constrói a partir de uma escrita comprometida com a pesquisa, com a prática artística e com o pensamento crítico afrocentrado. O autor articula teoria, poética e experiência, oferecendo ao leitor um registro sensível e rigoroso da cultura negra em cena. Entre os temas abordados estão: corpo preto como comunidade, ancestralidade como presença ativa, quilombo como ideia política e simbólica, oralidade, memória corporal, dramaturgia negra e o encontro entre Exu e as artes da cena. Este livro é voltado a leitores que buscam compreender a cultura africana e afro-brasileira para além da superfície, encontrando na palavra escrita um espaço de escuta, reflexão e pertencimento coletivo. Uma obra que afirma: o corpo não anda só — ele carrega mundos.
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