Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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A COLECÇÃO «LIBERDADE! LIBERDADE!» ABRE O PANO A PEÇAS DE TEATRO QUE FORAM CENSURADAS EM PORTUGAL DURANTE O ESTADO NOVO Os textos que integram esta colecção foram escritos, encenados ou publicados entre o final de 1960 e os anos pós-revolução. São actos de resistência e foram quase todos censurados. Do teatro de revista a novas experiências teatrais, dos sindicatos às companhias, não são o teatro todo feito em Portugal neste período — mas são parte da história dos vencidos. Lê-Los hoje é reconhecer-lhes a marca do tempo e, com ela, contrariar a efemeridade da própria disciplina. É abrir o pano e deixar que nos seja contada uma história que se tentou conter ou controlar. Liberdade! Liberdade! transforma o teatro em documento histórico. Coordenação de Tiago Bartolomeu Costa. Parceria com o Museu Nacional do Teatro e da Dança Publicam-se agora os dois primeiros volumes de dez actos de resistência teatral: Liberdade, Liberdade, de Luís Francisco Rebello, Luís de Lima e Hélder Costa, e a reunião de Pides na Grelha, de Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto, e A Ceia dos Pides, de Eduardo Fernandes. VOLUME 2 PIDES NA GRELHA/ A CEIA DOS PIDES Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto/Eduardo Fernandes Usando uma estrutura de quadros de revista, Pides na Grelha (apresentada a 23 de Setembro de 1974 e até agora inédita) observa, analisa e propõe, a partir de acontecimentos sociais e políticos, uma revisão do género teatral, já sem os agrilhoamentos da censura. Ao longo dos vários quadros, acompanham-se as lutas no interior do Conselho da Revolução, o julgamento das Três Marias, a alteração da correlação de forças entre a autoridade e os cidadãos e o lugar do teatro na denúncia de costumes e retrocessos. A Ceia dos Pides é uma paródia cínica à peça Ceia dos Cardeais de Júlio Dantas e foi publicada depois da revolução (em 1978, numa edição de autor entretanto indisponível). Coloca no lugar dos cardeais três inspectores da PIDE/DGS: Silva Pais (director), José Sacchetti e Henrique Sá e Seixas. A peça, breve, usa os mesmos argumentos do texto de Dantas, sobre costumes e a defesa dos valores morais, para criticar a mudança de mentalidades da sociedade portuguesa. Ao longo da peça, as três personagens discutem, com escárnio, métodos de tortura usados pela polícia política, e desenham estratégias de sobrevivência e acusação, com vista a uma viragem, à direita, do regime democrático.
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Ritmo tranquilo
16 dias
10 páginas por dia
Ritmo constante
8 dias
20 páginas por dia
Ritmo intenso
6 dias
30 páginas por dia
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