Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O leitor e a leitora têm em mãos um livro de um poeta que é, antes de mais nada, um artífice da palavra. Os poemas de Pequeno tratado do amor e da natureza apresentam de fato várias facetas de Roberto Nicolato sob o escopo da artesania poética, ou seja, sua poesia é práxis vital. Nicolato transita entre versos livres, sonetos (alexandrinos, heroicos, sáficos) e demonstra um domínio de estilo que o leitor e leitora perceberão desde a primeira seção do livro: Do amor. Na segunda seção, Da natureza, alguns poemas nos remetem um Manoel de Barros e toda aquela atmosfera telúrica. Na terceira e última seção, Do homem, é a mais sinestésica, na qual nos deparamos com versos como “rastejando o corpo desnudo nas ervas. Levanto o meu grito, atingindo-o”. Os poemas que ora compõem este volume do vate Nicolato são cristalinos no melhor sentido da palavra, pois fogem de quaisquer armadilhas herméticas. O autor valoriza com frequência os prazeres da melopeia com toda a cadência e musicalidade das quais é feita a poesia. Leitores e leitoras, sem mais delongas, contemplem a poesia pensada deste poeta visceral. Evoé! Daniel Osiecki, poeta
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