Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
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Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental — de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante —, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649. Com a restauração da Monarquia em 1660, Milton caiu em desgraça e, por um problema de saúde, gradualmente acabou perdendo a visão. Foi nessa condição que ele compôs este espantoso poema de 10.565 versos, inspirado no Gênesis, que narra a rebelião de Satã contra Deus, a Criação do Mundo e a Queda do Homem pela desobediência de Adão e Eva no Jardim do Éden. “Paraíso perdido é um esplendor do barroco: presta-se à reflexão infinita; lido em voz alta, é assombroso. Os rivais de Milton em língua inglesa são poucos: Shakespeare, Pope, Joyce — nossos maiores virtuosos.” (Harold Bloom)
Nascido em 1973 no Porto, Daniel Jonas é hoje reconhecido como um dos nomes mais inovadores da poesia portuguesa contemporânea, sendo ainda autor de diversas traduções, de Shakespeare a Auden, incluindo uma elogiada versão do Paraíso perdido, de John Milton, lançada em 2006 (fruto de seu mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa). Em 1997 publicou o seu primeiro livro de poemas, O corpo está com o rei, ao qual se seguiram Moça formosa, lençóis de veludo (2002), Os fantasmas inquilinos (2005), Sonótono (2007), Nenhures (2008), Passageiro frequente (2013) e Nó (2014, vencedor do Grande Prêmio Teixeira de Pascoaes, da Associação Portuguesa de Escritores). Em 2015 foi eleito um dos finalistas ao prêmio de Poeta Europeu da Liberdade. Vive na cidade do Porto.
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