Mangás e graphic novels: por onde começar e por que ler
Quadrinhos não são "coisa de criança". Mangás e graphic novels estão entre as formas narrativas mais inovadoras do século. Um guia para quem quer entrar nesse universo.
Cadernos de Estudos - Vi
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Na manhã de uma sexta-feira, embaixo de um abacateiro e no meio de uma roda de conversa acalorada, há muitos anos, nasceu a ideia de se criar um Caderno de Estudo para iniciantes. A pretensiosa ideia foi crescendo e o livro tomando corpo, até que meados de 2009 nasceu o primeiro Palavras e Contrapalavras – Glossariando conceitos, categorias e noções de Bakhtin. Com o passar do tempo aquele pretensioso livrinho começou a ser tornar uma carinhosa serie de pensares bakhtinianos, buscando caminhar na perspectiva de movimento e com isso vários outros pequeninos livros foram escritos: Conversando sobre os trabalhos de Bakhtin (2010), Procurando outras leituras com Bakhtin (2011), Enfrentando questões de metodologia bakhtiniana (2012) e Círculando pensares do Círculo de Bakhtin (2013). Foi nessa mesma roda de conversa, que chamamos de GEGe, que esse ano nasceu a ideia do sexto Palavras e Contrapalavras. Talvez nosso primeiro pensamento a respeito desse livro tenha começado sobre a forma de riso, o riso despreocupado em meio ao grupo de estudo. Nossas conversas circulavam pela alteridade e de comentários a respeito do livro Para uma Filosofia do Ato Responsável e de como a teoria de Mikhail Bakhtin é uma “alter-ajuda” em nossas vidas. Então, entre um gole de café e um pensar/conversar bakhtiniano, começamos a construir o livro que agora está em sua mão, Palavras e Contrapalavras – Constituindo o sujeito em alter-ação. Os textos aqui encontrados foram escritos a partir de citações da obra de Bakhtin, tentando olhar como a teoria apresentada pelo filósofo da linguagem nos faz pensar a respeito de nós mesmos, nossas vidas e nossas ações. E como podemos olhar de forma diversa para o mundo e nos constituir diversamente nas relações. Tendo sempre em vista que somos sujeitos únicos e responsivos. Nas próximas páginas você encontrará textos escritos por diversas mãos que buscam a melhor responsividade do nosso melhor ato, que é viver. Viver sob o olhar de nós mesmos, enquanto sujeitos na contemporaneidade, e completamente sob o olhar do outro, e tentando, nas relações constituidoras, escapar da trappola, que é a identidade enquanto absoluta, e se constituir na alteridade, enquanto “encontro de palavras”. Bons estudos!
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