Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
(Biblioteca José Eduardo Agualusa)
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Um festival literário na ilha de Moçambique reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só no fim se revela), permanecem totalmente isolados, sem ligação com o resto do planeta, durante sete dias. Uma série de estranhos e misteriosos acontecimentos, colocando em causa a fronteira entre realidade e ficção, entre passado e futuro, entre a vida e a morte, inquietam os escritores e a população local: alguns dos personagens dos livros daqueles escritores parecem ter tomado vida, passeando agora pelas ruas da cidade histórica.
José Eduardo Agualusa nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Escreve crônicas para o jornal brasileiro O Globo. É membro da União dos Escritores Angolanos e já teve seus livros traduzidos para quase 30 idiomas. Pela Editora Planeta, publicou A sociedade dos sonhadores involuntários e O vendedor de passados, pelo qual venceu o Independent Foreign Fiction Awards. Em 2017, recebeu o prestigiado International Dublin Literary Award pela edição em língua inglesa de Teoria geral do esquecimento, também finalista do Man Booker International Prize.
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