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Literatura Brasileira

Obras PóEticas de Alvarenga Peixoto

1ª Edição - 2020240 páginasAtelie Editorialpt
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Sinopse

A crítica textual, tal como ensinada e praticada no Brasil, sempre se propôs como finalidade a reconstituição de um suposto original, chamado por Segismundo Spina “texto genuíno”, que representaria a etapa final de composição da obra, quando já não é mais objeto de reescritura por parte de seu autor. O texto “genuíno” é um ideal filológico pensado como possível para todos os lugares e tempos e desconsidera a historicidade de várias poéticas, reduzindo-as a uma unidade sob égide romântica: nada se fala, nos manuais de crítica textual que tratam da “genuinidade”, das poéticas da voz, da performance e da recomposição pela escritura de textos que estão sempre in fieri, em estado de instabilidade. Mesmo estudos que objetivam considerar o caráter precário e movente de textos poéticos, como o de Rupert T. Pickens, que nos legou a magistral pesquisa sobre Jaufre Rudel, muita vez se deixam iludir pela ideia de “genuinidade” e acabam por impor a distintos estados textuais uma suposta hierarquia que toma como ponto referencial uma maior proximidade frente à última vontade autoral. Não assim a edição feita por Caio Cesar Esteves de Souza das poesias de Alvarenga Peixoto, em que uma reflexão crítica madura produz uma edição em que o descentramento, pela ruptura com a ideia romântica de autoria, se evidencia na prática de seleção e disposição dos poemas no interior da recolha. Caio Cesar Esteves de Souza recusa-se reconstituir os poemas de Alvarenga Peixoto a partir de uma collatio codicum que lhe permitiria alçar-se ao suposto original ou arquétipo da tradição, apresentando-nos por conta dessa negação um poeta e uma poesia mais pujantes e múltiplos. [Marcello Moreira] Prefácio: João Adolfo Hansen Apresentação: Kenneth Maxwell Apoio: Harvard University – David Rockefeller Center for Latin American Studies

Sobre Alvarenga

Alvarenga Peixoto (1744-1793) Inácio José de Alvarenga Peixoto nasceu no Rio de Janeiro em 1744. Inicialmente estudou Humanidades no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro e, mais tarde, se doutorou em Leis pela Universidade de Coimbra em 1767. No Brasil, exerceu a função de ouvidor no Rio das Mortes, onde conheceu Bárbara Heliodora, com quem se casou. Frequentou Outro Preto e, como proprietário de lavras no sul de Minas, descontentou-se com a "derrama", por isso teria participado da Inconfidência. Criou o lema de Virgílio: Libertas quae sera tamen para a nova república. Foi preso, julgado e desterrado, vindo a morrer de desgosto no presídio, em 1793. A pequena produção poética de Alvarenga Peixoto é irregular. Atreladas às intenções do Arcadismo, apresenta traços espalhados de forte nativismo sentimental que, muitas vezes, se mescla com o poder luso, ou seja, concilia desenvolvimento com respeito a um governo forte, déspota. O tema do herói pacífico atinge sua perfeita expressão na Ode dedicada ao Marquês de Pombal. Nesta lira laudatória, as contraposições têm, como pano de fundo, o cenário mítico arcádico. Sua obra principal é Obras Poéticas (1865).

Detalhes do livro

Título
Obras PóEticas de Alvarenga Peixoto
Autor
Alvarenga Peixoto
Editora
Atelie Editorial
Ano
2026
Páginas
240 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786555800227
Edição
1ª Edição - 2020
Formato
Capa Dura

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