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Literatura Brasileira

O Sexo Vegetal

1ª Edição - 200996 páginasIluminuraspt
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Sinopse

Toda a obra de Sérgio Medeiros se pauta por uma total inadequação ao “horizonte de expectativa” da crítica e do público em geral. Fazendo poesia sem poesia, teatro sem possibilidade de encenação, operetas incantáveis, Medeiros instala a perplexidade em uma perspectiva cultural de extrema rarefação criativa como é a contemporânea. Também neste livro, fundeado na matriz antropológica, o que se vê é um deslocamento irreparável dos lugares dos discursos, tornando impossível distinguir, remeter, etiquetar e chegar a uma conclusão sobre um texto híbrido até a raiz. Ao contrário do “sexo animal”, tão propalado na ficção televisiva e cinematográfica, o sexo vegetal não propõe uma analogia da atividade de humanos com as forças da natureza, mas uma outra vida autônoma das coisas que às vezes inclui, ou como meros espectadores ou co-adjuvantes eventuais, os desnorteados e dispensáveis bípedes pensantes. O  homo sapiens  entra aqui apenas como aquele que reflete – espelho – ou se reflete sobre essa vida maior das coisas ou, ainda, como escrivão de suas vontades ( wills ) que, à maneira do Bartleby de Melville, tem como única prerrogativa escudar-se no “ i´d rather not ”. Sérgio Medeiros preferiria não, e faz sim, um inventário lacunar e precário de nossa insuficiência diante da elaborada coreografia das formas impronunciadas de ser.  Myriam Ávila O potencial erótico [dessa ontologia] é imenso: alarga as fronteiras daquilo que é comumente considerado atividade sexual humana e permite erotizar plantas e árvores. Por exemplo. Quando um mito traz à tona cosmogonias e cosmologias refere fatalmente uma atividade sexual desenfreada. Sérgio Medeiros Sobre o livro anterior de Sérgio Medeiros,  Alongamento  (2004), escreveu Marcelo Coelho, na  Folha : “(...) é um dos mais bonitos e desconcertantes livros que li ultimamente”. Seu livro de estréia,  Mais ou menos do que dois  (2001), mereceu de Aurora Bernardini, na revista  Cult , o seguinte comentário: “Dentro da literatura brasileira atual, o livro se propõe a ritualizar o texto e não apenas a narrar uma história.” Ainda sobre esse mesmo trabalho, Noemi Jaffe, na  Folha , disse: “É como um daqueles livros-cinema de antigamente, feitos para serem folheados, e como se o sentido se construísse ao longo das páginas, e não em cada página separada.”

Sobre Sergio

Sérgio Luiz Rodrigues Medeiros é um poeta, artista visual, dramaturgo, ficcionista, ensaísta, tradutor e professor brasileiro. Ganhou o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2017 na categoria Poesia, com a obra A idolatria poética ou a febre de imagens.

Detalhes do livro

Título
O Sexo Vegetal
Autor
Sergio Medeiros
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
96 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573213096
Edição
1ª Edição - 2009
Formato
Brochura

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