Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Em Rodeio, cidade pequena onde o insólito é rotina, o enigmático Francisco de Assis Rodano, autoproclamado Rival do Outro, desafia o próprio Criador enquanto seu primo Olavo, jornalista cético da capital, tenta decifrar um mundo cada vez mais assombroso. Entre circos decadentes, vacas que falam francês e autoridades caricatas, esta narrativa picaresca de Carlos Heitor Cony, publicada pela primeira vez em 1996, entrelaça política, religião e humor ferino para revelar, num emaranhado de versões e repetições, a eterna pergunta sobre o que significa acreditar. Esta 4ª edição conta com um prefácio inédito do crítico André Seffrin.
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