Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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A justiça penal consensual no Brasil tem se consolidado por meio de diversos instrumentos negociais previstos, em especial, pela Lei 9.099/1995. Recentemente, a Lei 13.964/2019 incorporou o artigo 28-A ao CPP, acrescentando o acordo de não persecução penal (ANPP) ao rol de mecanismos negociais alternativos à solução adversarial utilizada, como regra, para dirimir conflitos penais. Contudo, a disciplina do novo modelo de acordo foi omisso ao prever medidas que pudessem racionalizar e/ou otimizar o número expressivo e crescente de procedimentos que assombra um dos pilares do sistema: a Polícia Judiciária. O cenário caótico formado por uma significativa quantidade de investigações policiais, que consomem os parcos recursos humanos e materiais dos órgãos policiais, corriqueiramente relegados a um segundo plano, permanece inalterado. Defende-se o reconhecimento normativo de um poder-dever do Delegado de Polícia em analisar os requisitos, hipóteses de impedimento e condições para celebração do ANPP, ad referendum do Ministério Público, durante as investigações encetadas pela Polícia Judiciária. Os resultados esperados seriam: reduzir o número de inquéritos policiais que envolvem infrações de médio potencial ofensivo, para as quais é mínima senão, nula a possibilidade de ser aplicada sanção penal privativa de liberdade; minimizar o constrangimento e as agruras do investigado que, desde já, manifesta sua intenção em resolver pacificamente a questão penal por meio do ANPP; economizar recursos (materiais, humanos e de tempo) na condução de investigações policiais; concentrar esforços na apuração de casos penais de maior gravidade; aumentar a eficiência do sistema de justiça criminal.
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