Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
Todo leitor apaixonado já passou pela frustração: indicou um livro que mudou sua vida e a pessoa achou chato. Aprenda a recomendar de forma que realmente funciona, e preserve a amizade.
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Geraldo tem um mau-humor crônico, selvagem, misantropo e hilariante. É certamente a última pessoa que você convidaria para escrever um livro de autoajuda. A menos que você seja um editor visionário como o Aloísio. Enquanto se esforça para se manter são durante a escrita, Geraldo luta contra a sabedoria de coaches quânticos, os lugares-comuns das sapienciais milenares, as ideias malucas de sucesso do seu amigo e editor, a inocência um tanto poética da sua quase namorada e seu íntimo instinto de autopreservação. Como um George Costanza sem Seinfeld, um Alex Portnoy sem religião, com muito sarcasmo e sem muito tato, Geraldo termina sua obra. E quando ficou claro que não era nada do que havia sido encomendado, não se importaria em lidar com o fracasso literário e comercial. Mas o que jamais lhe ocorreu foi que esse livro iria virar sua vida do avesso...
GABRIEL PACIORNIK nasceu em Curitiba, em 1977. Desde 1997 vive em Israel, onde estudou engenharia eletrônica e se formou em desenho industrial. Trabalhou como cartunista, ilustrador e designer. Por muitos anos se dedicou a projetos educacionais de tecnologia. Escreve sobre geopolítica, Oriente Médio e Israel, tendo colaborado com várias publicações brasileiras. Já fez o caminho reverso, falando na mídia israelense sobre o Brasil, sua sociedade, política e economia. Trabalha hoje no setor de tecnologia, escreve análises políticas, crônicas e contos. Este é seu primeiro romance.
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