Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Redigido às vésperas da Revolução de 1917, que depôs o czarismo russo, O Estado e a Revolução só viria a ser publicado no ano seguinte. Um verdadeiro ponto de avanço na teoria marxista-leninista, o livro descreve o caráter do Estado do ponto de vista de Marx e aponta a práxis revolucionária a ser adotada pela classe trabalhadora. Em resposta a diversos setores do movimento revolucionário, Lênin inicia sua obra retomando a concepção marxista de Estado como um instrumento de dominação de classe, prossegue com a análise das revoluções francesas de 1848 e de 1871 e faz esclarecimentos sobre a deterioração do Estado após a supressão das classes sociais e uma crítica à vulgarização do comunismo pelos oportunistas. Esta edição apresenta a tradução direta do russo com base na segunda edição, revisada e ampliada pelo autor. Também acrescenta a transcrição da conferência “Sobre o Estado”, ministrada, em 1919, para os estudantes da Universidade Sverdlov, formadora dos quadros do Partido Comunista Russo. A edição traz ainda o prefácio de Edmilson Costa, economista, professor universitário e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Lênin foi o pseudônimo adotado por Vladimir Ilyich Ulianov (1870-1924), teórico político e revolucionário comunista que chefiou a União Soviética em seus primeiros anos. Ao lado de Karl Marx, Friedrich Engels, Joseph Stalin e Mao Tsé-Tung, é considerado uma das figuras mais proeminentes do campo socialista em virtude de suas contribuições teóricas, sobretudo no âmbito da organização política revolucionária. No aspecto prático, foi um líder fundamental para a Revolução de Outubro de 1917, na Rússia. Escritor compulsivo, deixou uma vasta obra e tornou-se uma das figuras mais emblemáticas da história do século XX.
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