Filosofia para quem não é filósofo: os melhores livros para começar
A filosofia parece intimidadora, mas suas perguntas são as mais humanas que existem. Uma seleção de livros que tornam o pensamento filosófico acessível, relevante e fascinante.
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O objecto deste livro é de elevada complexidade. Desde logo, porque se debate com um dos mais intrincados e, na verdade, irresolvidos problemas da justiça penal internacional: existe ou não um dever geral, de fonte consuetudinária, de perseguir e punir os autores dos crimes internacionais? E qual a sua força vinculante quando possa conflituar com outras obrigações dos Estados, como, por exemplo, garantir a paz e o respeito pelos direitos humanos nos respectivos territórios? A perspectiva adoptada na obra merece destaque porque toca, com coragem e lúcida sensatez, alguns nervos fundamentais do direito internacional penal. O primeiro é sem dúvida a difícil e inevitável relação deste ramo do direito com a política (nacional e internacional). Ao examinar esta tensão, Gabriela Affonso rejeita um juridicismo extremado (fiat iustitita pereat mundus), não em nome de meros valores de oportunidade, exequibilidade e satisfação imediata de certas pretensões de estabilização política de uma comunidade, mas com vista a possibilitar uma abordagem integrada, holística, onde se combinem vários mecanismos (incluindo a administração da justiça penal), dotados, afinal, da mesma teleologia última: a recomposição social e a paz duradoura.
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