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Literatura Estrangeira

O Cantar de Roldão

1ª Edição - 2025504 páginasAtelie Editorialpt
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Sinopse

O leitor tem em mãos O Cantar de Roldão, a Chanson de Roland, poema épico anônimo de 4 002 versos, composto no século XI da Era Cristã. O poema narra a derrota que Roldão, sobrinho de Carlos Magno (742-814), sofreu diante dos mouros na batalha de Roncesvales em 776, nos confins da França com a Espanha. Como se trata de poesia, será secundário lembrar que o combate histórico se deu na verdade entre franceses e vascões (ancestrais dos bascos) que habitavam aquela região dos Pireneus: foram substituídos no poema pelos mouros por causa do maior apelo que os “infiéis” produziam na imaginação do público cristão na época das Cruzadas. Em outras palavras, saiba já o leitor que sobre o fato histórico, auferível nas fontes historiográficas, prepondera a dimensão poética da narrativa que era oral, que hoje, porém, queira-se ou não, na forma de livro integra a literatura (a bem dizer nesse caso a grande literatura) e está à disposição do público lusófono. Mais próprio do que dizer que O Cantar de Roldão é poema épico será dizer que é “canção de gesta”, sendo “gesta” (em francês geste, que significa “ação notável”) o nome com que o gênero, contendo cerca de oitenta poemas, nos chegou. Porém, curiosa e, poderíamos dizer, tragicamente neste poema, ao contrário do que ocorre naqueles em que o herói é vencedor, como por exemplo Vasco da Gama em Os Lusíadas, Roldão é derrotado e vem a morrer em defesa da retaguarda francesa e da fé cristã. O destino de Roldão depois da morte e o destino de outras personagens, o que são as canções de gesta e seu singular decassílabo original e enfim a própria gesta que perfez o tradutor para vertê-lo poeticamente em português há de saber-se com a leitura do poema e dos ensaios que compõem o volume, mas, restringindo-nos às epopeias, cabe dizer agora que a coleção Clássicos Comentados – se contava com poemas da Antiguidade Clássica, como a Ilíada, de Homero, e a Eneida, de Virgílio; se contava com a épica renascentista que é Orlando Furioso, de Ludovico Ariosto – entre seus títulos não dispunha ainda de uma canção de gesta medieval. É, portanto, com grande orgulho que a Ateliê Editorial e a Editora da Universidade Federal de Uberlândia oferecem ao público em edição bilíngue O Cantar de Roldão, traduzido integralmente verso a verso pelo professor Ronald Costa. [João Angelo Oliva Neto] Coleção Clássicos Comentados Edição Bilíngue: francês/português Transcrição, Tradução, Textos e Notas: Ronald Costa Apresentação: João Angelo Oliva Neto Prefácio: Antoni Rossell e Frederico Garcia Fernandes Coedição: Editora da Universidade Federal de Uberlândia

Sobre AnôNimo

Ronald Costa, doutor em Estudos Literários, é docente do Instituto Federal do Paraná, pesquisador membro da Société Rencesvals na Seção EUA-Canadá, para estudos de Épica Românica Medieval; líder do Grupo de Pesquisa Épica Românica Medieval: Tradução e Performance; e criador do Grupo Gesta, que se dedica à realização de performances amparadas pela estratégia jogral de contrafacta e pela metodologia da Música Historicamente Informada.

Detalhes do livro

Título
O Cantar de Roldão
Autor
AnôNimo
Editora
Atelie Editorial
Ano
2026
Páginas
504 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786555801637
Edição
1ª Edição - 2025
Formato
Capa Dura

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