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Notas sobre a Arte da Tradução
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Em “O avesso da tapeçaria: notas sobre a arte da tradução”, o bibliófilo e tradutor argentino Alberto Manguel entrelaça filosofia, história, religião e literatura para explorar a complexa natureza do ato de traduzir. Definida pelo autor como um ato político e a forma mais intensa de leitura, a tradução, assim como a arte, nasce da consciência do fracasso inevitável da linguagem em alcançar a perfeição, já que cada palavra encerraria em si uma antologia de sentidos. Ao longo de 44 notas conceituais, Manguel apresenta a tradução como um ato político, uma busca incessante pela inteligibilidade, e convida o leitor a contemplar o avesso das línguas: o ponto em que o texto original e sua recriação se refletem como num espelho fragmentado. O resultado é um livro sobre a beleza do erro, a hospitalidade das palavras e a eternidade das vozes que habitam cada tradução.
Alberto Manguel é escritor, tradutor, editor e crítico, cidadão argentino-canadense nascido em Buenos Aires em 1948. Publicou vários livros de ficção e não ficção, incluindo Uma história da leitura, Encaixotando minha biblioteca, Dicionário de lugares imaginários e, pelas Edições Sesc, O leitor como metáfora (2017), Notas para uma definição do leitor ideal (2020) e Alberto Manguel: uma vida imaginária (2025). Neste último, relata por meio de entrevistas suas experiências de vida e suas reflexões sobre livros, linguagem, memórias e afetos. Recebeu diversos prêmios internacionais, entre eles o de Comandante da Ordem das Artes e Letras, da França, e o Prêmio Alfonso Reyes, em 2017, e o Prêmio Gutenberg, em 2018. É doutor honoris causa das universidades de Ottawa e York, no Canadá, e de Liège, na Bélgica, e da Anglia Ruskin em Cambridge, no Reino Unido. Foi diretor da Biblioteca Nacional da Argentina até agosto de 2018. Em setembro de 2020, doou sua biblioteca, composta de 40 mil volumes, para a cidade de Lisboa, onde passou a dirigir o Espaço Atlântida - Centro de Estudos da História da Leitura.
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