Os melhores romances de amor: clássicos e contemporâneos que emocionam
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Quantos poetas passam pela vida sem jamais publicar um livro? Quantos poemas escritos nunca chegam aos leitores? Hilda Machado, pesquisadora e cineasta nascida no Rio de Janeiro em 1951 e falecida em 2007, foi professora na Universidade Federal Fluminense, com passagens por universidades estrangeiras, e diretora premiada em festivais de cinema nacionais. Paralelamente, desenvolveu um trabalho poético de dicção muito pessoal, entre o melancólico e o autoirônico, de teor fortemente visual e que parece assumir a montagem cinematográfica como procedimento poético por excelência — “Discreta voyeuse/ o sofá combinando com o tom das exegeses/ a polidez dos móveis, avencas, decassílabos, filmes russos/ perífrases sobre paninhos de crochê/ e em vez de carne poemas no congelador”. Em vida, Hilda Machado publicou apenas dois poemas. Deixou, porém, além de manuscritos esparsos, este Nuvens, que ela mesma organizou e chegou a registrar na Biblioteca Nacional, claro sinal de que considerava publicá-lo um dia. É o que agora se realiza, graças à colaboração de Angela Machado, irmã da autora, e ao empenho do poeta Ricardo Domeneck, que assina o texto de apresentação do volume.
Hilda Machado nasceu no Rio de Janeiro em 1951. Fez mestrado em Artes pela USP (1987), doutorado em História Social pela UFRJ (2001), e foi professora na UFF a partir de 2002. Estudou direção de cinema na Escuela Internacional de Cine y Televisión em Cuba (1989) e atuou como pesquisadora em várias universidades e instituições no Brasil e no exterior, como a New York University (1993) e a University of London (1998-1999). Em 1987 recebeu o prêmio de melhor direção nos festivais de cinema de Gramado, Recife e Rio de Janeiro pelo curta-metragem Joílson marcou, com trilha sonora de Itamar Assumpção. Além de vários artigos e ensaios sobre cinema, publicou em 2002 o livro Laurinda Santos Lobo: artistas, mecenas e outros marginais em Santa Teresa (2002). O livro de poemas Nuvens, organizado pela autora e datado de julho de 1997, permaneceu inédito até agora. Morreu em São Paulo em 2007.
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