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Produtividade·5 min de leitura

Anotar ou não anotar: como extrair o máximo de um livro com sublinhados e notas

16 de junho de 2025 · Lireo Blog

Alguns leitores tratam livros como relíquias intocáveis. Outros os marcam do início ao fim. Descubra qual abordagem maximiza o aprendizado e como criar um sistema de notas que realmente funciona.

Há dois tipos de leitores: os que jamais riscariam um livro e os que sublinham metade das páginas. Qual dos dois está errado? Nenhum — mas há formas mais eficientes de fazer anotações.

Por que anotar funciona

A ciência cognitiva é clara: processar informação de duas formas (ler + escrever) aumenta significativamente a retenção. Quando você sublinha ou anota, força o cérebro a avaliar ativamente o que é importante — em vez de absorver passivamente.

O sistema dos 3 níveis de marcação

  • Sublinhado simples: informação importante, citação memorável
  • Sublinhado duplo: ideia que você quer pesquisar ou explorar mais
  • Asterisco na margem: insight pessoal, conexão com algo da sua vida

O que não fazer

Sublinhar demais é tão inútil quanto não sublinhar. Se metade da página está marcada, nada está marcado. O objetivo é destacar o que é realmente excepcional — não o que é interessante.

Notas nas margens vs. caderno separado

Notas nas margens têm a vantagem de ficarem contextualizadas com o texto. Um caderno separado (ou app de notas) tem a vantagem de ser pesquisável e consolidado. O ideal é usar ambos: margem para reações imediatas, caderno para sínteses.

O que fazer depois de terminar

Reserve 15 minutos após terminar um livro para rever seus sublinhados e escrever 3 a 5 pontos principais. Esse ritual de revisão é o que transforma leituras em conhecimento permanente.

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