Como ler mais livros: 10 hábitos dos leitores que devoram 50 livros por ano
Ler 50 livros por ano parece impossível? Não para quem adotou os hábitos certos. Descubra as estratégias usadas por leitores vorazes para encaixar mais leitura no dia a dia.
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De forma condizente com o espírito que nos move, decidimos chamar o livro que você tem em mãos de Novas Aventuras em Criminologia Cultural. Nele reunimos alguns textos de grande relevância para o desenvolvimento da Criminologia Cultural brasileira, uma vez que revelam a amplitude e o alcance das abordagens propostas no campo da CC. O primeiro texto, de Keith Hayward, é uma releitura do clássico artigo escrito conjuntamente com Jock Young, Criminologia Cultural: Algumas Notas Sobre o Script, que foi incluído na 2ª edição de Explorando a Criminologia Cultural. Nele, Keith faz um balanço sobre a história da CC, rebate as principais críticas direcionadas contra ela e aponta algumas avenidas de pesquisa futura que podem ser exploradas. Decidimos incluir no livro Morte ao Método, de Jeff Ferrell, pela sua importância para a Criminologia contemporânea. Neste instigante texto com ares de manifesto, Jeff desconstrói a Criminologia ortodoxa e nos convida a fazer da Criminologia algo relevante e progressista, cujo sentido não deve ser dado pelo rigor mortis científico. No terceiro capítulo, Michelle Brown tensiona dimensões pouco retratadas da realidade carcerária mundial no texto Criminologia visual e estudos carcerários: contra imagens na era do encarceramento, que pode servir como inspiração para revigorar as discussões acadêmicas sobre o castigo no Brasil, com novos aportes teóricos e perspectivas. No quarto capítulo, Wayne Morrison nos choca com o potente Luxo no nomos do Holocausto: perversidades de excesso e minimalismo, um texto que desvela a racionalidade que animava o regime nazista. No quinto capítulo, Travis Linnemann traz uma abordagem inovadora e instigante em Prova de morte: poder policial e as economias visuais de apreensão, acúmulo e troféu. O excelente texto de Travis pode vir a motivar estudos fascinantes sobre poder punitivo, autoridade e negociação de significado no Brasil. Finalmente, nós encerramos o livro com um olhar diferenciado sobre o Brasil contemporâneo, em Votando com armas nas eleições presidenciais brasileiras de 2018. Talvez a maior contribuição do texto consista em demonstrar o quanto a Criminologia Cultural pode nos ajudar a compreender a miríade de significados em conflito na atual quadra histórica brasileira e por essa razão, consideramos que era importante tê-lo aqui. Espero que goste do livro!
Salah H. Khaled Jr. é doutor e mestre em Ciências Criminais (PUCRS), mestre em História (UFRGS), especialista e licenciado em História (FAPA) e bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCRS). Atualmente é professor associado de Criminologia, Direito Penal, Sistemas Processuais Penais e História das Ideias Jurídicas na Universidade Federal do Rio Grande – FURG. É professor permanente do mestrado em Direito e Justiça Social da referida instituição e líder do Grupo de Pesquisa Hermenêutica e Ciências Criminais (FURG/CNPq). Autor de Videogame e Violência: Cruzadas Morais Contra os Jogos Eletrônicos no Brasil e no Mundo, A Busca da Verdade no Processo Penal: Para Além da Ambição Inquisitorial e de dezenas de outros livros, capítulos de livros e artigos publicados em revistas científicas.
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