Como acompanhar a leitura dos alunos sem aplicar prova
A prova de livro é um termômetro ruim: só mede quem leu o resumo. Conheça métodos que avaliam a leitura de verdade e ainda aumentam o engajamento dos alunos.
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Com linguagem peculiar e instigante, o livro apresenta nove contos de "escrevivência", os quais, certamente, vão fazê-lo mergulhar no universo da cultura negra. Uma leitura agradável e carregada de símbolos e significados. Surpreenda-se com as histórias.
"Nasci em um sábado pela manhã enrolado no cordão umbilical. Aos três anos descobri que as letras tinham significados. Aos cinco, a interrogação. Aos nove, não era sintético. Aos doze, quis ser metonímia. Aos quinze, conquistei a exclamação. Aos dezessete, vi os morfemas. Aos dezoito, fui liberado do tiro de guerra, virei perífrase. Aos vinte, estava no palco. Aos vinte e seis, desenredei a Linguística e atuei com meninos e meninas de rua. Aos trinta e cinco, recebi o maior presente: aquele que me trouxe a felicidade. Aos quarenta, desvendei uma ligeira maturidade e ironia: fui morar só. Aos quarenta e cinco, recebi o maior prazer de viver no adjunto adverbial de companhia. Aos cinquenta, tomei remédio para pressão e usei óculos até para atender o telefone. Aos cinquenta e um, lancei o primeiro romance: ""O NAMORADO DO PAPAI RONCA"". Aos cinquenta e cinco, louvei os antepassados com o livro de contos ""OUTRAS VOZES"". Aos cinquenta e sete, quase tudo junto, soltei: ""DE RUA, BOMBONS SORTIDOS e LUIZA"". Hoje, com quase sessenta, me divirto cometendo escritos."
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