Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
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Tecnologias de Informação e Subjetividade Humano-MáQuina
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Na primeira edição da obra Nós, Ciborgues, a autora permitiu ao leitor acompanhar temáticas de paradigmas opostos, levantadas ainda no período de realização de sua tese de doutorado, e que suscitaram o debate homem/máquina. Temas dicotômicos, como natureza x cultura, filosofia x arte x ciência, subjetividade x objetividade, perpassam os assuntos centrais da primeira obra. Nesse aspecto, Fátima Regis já apontava caminhos para o refinamento dos sentidos humanos como um dos elementos e maiores desafios a serem perseguidos pela máquina. Já a atual 2ª edição amplia e atualiza esse universo de humanização da máquina, de forma a considerar os actantes (Teoria Ator-Rede de Bruno Latour) como elementos que podem fugir à subjetividade, quando se pensa nos autômatos e nas formas de manifestação dos bots, da programação e da inteligência artificial no universo contemporâneo da cultura digital. Nesta edição, o capítulo sobre inteligência artificial, que contextualiza o ambiente do metaverso, amplia o conteúdo referente ao processo de cognição, uma vez que considera o ambiente e as interações sociais e sensoriais como parte do processo cognitivo. Nesse sentido, vale a leitura revista, adaptada e atualizada, necessária no contexto em que a cognição é vista como parte de um composto que comporta o corpo, os sentidos e os afetos. (Trecho do Prefácio, de Alessandra Maia, José Messias, Letícia Perani e Raquel Timponi).
Fátima Régis fez graduação em Comunicação Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1991), mestrado (1996) e doutorado (2002) em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Professora Adjunta da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS/UERJ), onde leciona na graduação e na pós-graduação. É Procientista da UERJ e consultora Ad hoc do CNPq, da FAPERJ e da FAPEMIG. É líder do Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Lúdico e Cognição (CiberCog – Diretório CNPq) e pesquisadora associada do LAD (Laboratório de Artefatos Digitais) do PPGCI/UFRGS. Coordena a Rede de pesquisa CLAC (Comunicação, Lúdico, Afeto e Cognição), que envolve pesquisadores da UERJ, UFJF, UFMA e UFU. Atualmente desenvolve o Projeto de Pesquisa “New Media Literacies: aprendizagem participativa, multimodal e lúdica na cultura digital”, financiado pelo CNPq e pelo Prociência/UERJ/FAPERJ. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura digital, comunicação multimodal, teoria do afeto, estudos de cognição, ficção científica e subjetividade.
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