Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Esse livro pode ser de grande ajuda tanto para quem quer aprofundar seus conhecimentos ou atualizar-se acerca da interpretação presente da obra bakhtiniana e do debate mais recente, quanto para quem se prepara para entrar em contato pela primeira vez com Bakhtin e com a rede dialógica que a sua obra viveu e que continua a viver, em um tempo que ele mesmo chamava de “tempo grande”. A tentativa é de fornecer ao leitor uma visão completa, tanto quanto possível, dos múltiplos aspectos nos quais se articula, segundo um movimento unitário, a obra de Bakhtin e do seu círculo, considerando-a de um ponto de vista teorético. Trata-se de avaliá-la tanto em relação aos atuais problemas da teoria da literatura, da linguística, da semiótica, aos quais a pesquisa bakhtiniana volta diretamente a atenção, quanto em relação àqueles de outras ciências humanas que têm sempre presente a pesquisa bakhtiniana ao fundo. Por esse motivo, além de situar a reflexão bakhtiniana no contexto teórico-ideológico das suas referências reais, e também em relação a autores a quem ela diretamente se relaciona, também a confrontei com orientações de pensamento que não a levam em consideração porque acredito que esse tipo de confronto é importante para colher profundamente seus aspectos e implicações, e para avaliar a sua atualidade e capacidade inovadora. Este livro utiliza minhas monografias sobre Bakhtin, eliminando delas partes que me parecem agora não essenciais e fundindo-as com os meus trabalhos posteriores. O todo foi organizado mediante uma minuciosa distribuição e reagrupamento das temáticas, portanto, uma apurada subdivisão por parágrafos. A terceira seção propõe-se a esquadrinhar as obras pelas quais Bakhtin e o seu círculo obtiveram e obtêm, ainda hoje, interesse e notoriedade – a saber, a quadrilogia dos anos vinte (aquelas respectivamente sobre Freud, Dostoiévski, a filosofia da linguagem e o método formal); e depois, nos anos sessenta, a segunda edição do livro sobre Dostoiévski e a monografia sobre Rabelais; e, enfim, nos anos setenta, a coletânea dos escritos de Bakhtin.
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