Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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“Atenção, mulheres que não querem ter filhos. Me contem suas experiências.” Quando a autora Bruna Maia lançou essa questão em suas redes sociais, não esperava receber tantas respostas. Foram mais de 2300 depoimentos (incluindo pessoas trans e não-binárias). Desse total, vinte pessoas foram escolhidas para narrar suas histórias em detalhes. Algumas têm medo da gestação, de ver a barriga crescendo. Outras cansaram de cuidar. Várias querem focar na carreira ou ter tempo para se divertir. Os motivos por trás da escolha de não ter filhos são vários, e, nesse misto de reflexão teórica, reportagem e ensaio confessional, a autora discorre sobre eles em tom ora humorístico, ora dramático. Em uma jornada intelectual e emocional ilustrada com seu reconhecido traço, Bruna Maia questiona pressupostos religiosos, sociais, biológicos e culturais da história ocidental, mirando na universalização dos direitos reprodutivos.
Bruna Maia é jornalista, escritora, cartunista e artista plástica. Em 2020, publicou o quadrinho Parece que piorou, pela Companhia das Letras. Já em 2022, foi a vez do romance Com todo o meu rancor, da editora Rocco. É autora da página de cartuns @dabrunamaia no Instagram (anteriormente conhecida como @estarmorta). Assina a coluna X de Sexo para o site F5 da Folha de São Paulo.
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