Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Moscow, romance de Edyr Augusto, conta uma história de suspense narrada com uma oralidade singular - a linguagem falada em Belém do Pará. Por seu formato, trata-se de um livro para ser lido de um fôlego só.Sua narrativa em primeira pessoa é um verdadeiro tratamento de choque. O estilo asfixiante de Edyr Augusto aproxima o texto da realidade. A obra é como um punho que atinge o leitor secamente, sem lhe deixar tempo para recobrar a respiração. O personagem central de Moscow é um jovem marginal envolvido num mundo repleto de violência, gangues, sexo, drogas e crime. Ambientado na praia do Mosqueiro, no Pará, o livro retrata personagens extremamente cruéis, verdadeiros, sem culpa e que poderiam ser encontrados não só ali, mas em São Paulo, Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar. A força dramática desses personagens impregna todas as páginas do livro.Em Moscow, Edyr Augusto faz um retrato literário excelente, que incomoda e seduz o leitor, ao mesmo tempo em que propõe reflexões.
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