Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
FiguraçõEs Divinas e ConfiguraçõEs Humanas
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Os mitólogos falam dos deuses como potências, e com isso certamente querem dizer aquilo que gostamos de nos referir como arquétipos, modos de ser e de funcionar. Os deuses presidem sobre áreas da existência, áreas da experiência do ser e do não ser; mas isso ainda não é muito exato: os deuses não são pedaços da realidade, eles são, cada um, uma realidade inteira ou um cosmos. Então, um deus é um mundo todo, e estudamos e olhamos para essas imagens em busca do que elas podem nos dizer a respeito de nós mesmos e dos mistérios que nos envolvem. Eles são, e James Hillman também sempre insistiu nisso, metáforas.
Gustavo Barcellos é psicólogo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestre em Psicologia Clínica pela New School for Social Research de Nova York, analista didata da Associação Junguiana do Brasil e membro da Associação Internacional de Psicologia analítica. Autor de Jung (Editora Ática). De Voos e raízes – Ensaios sobre imaginação, arte e psicologia arquetípica (Editora Ágora) e O irmão – Psicologia do arquétipo fraterno (Editora Vozes). Conferencista com trabalhos apresentados no Brasil e no exterior, coordena seminários de psicologia arquetípica desde 1985, tendo traduzido e editado vários títulos de James Hillman. É Editor da Revista Cadernos Junguianos, publicação anual da AJB. Trabalha como psicoterapeuta e analista junguiano em São Paulo.
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