Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
Todo leitor apaixonado já passou pela frustração: indicou um livro que mudou sua vida e a pessoa achou chato. Aprenda a recomendar de forma que realmente funciona, e preserve a amizade.
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Fraternidade não é unificar diferenças, é diferenciar semelhanças. A experiência da alteridade é inquietante, desafiadora, e começa com o irmão. O campo do Outro é vasto, cheio de prazeres e dores. Tanto do ponto de vista pessoal, quanto do ponto de vista coletivo, as possibilidades do arquétipo fraterno são imensas: solidariedade, companheirismo, amizade, associações, cooperação, entendimento, lealdade, aceitação. Também grandes são suas feridas: rivalidade, inveja, hostilidade, autoritarismo, guerras civis, intolerância, preconceito.
Gustavo Barcellos é psicólogo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestre em Psicologia Clínica pela New School for Social Research de Nova York, analista didata da Associação Junguiana do Brasil e membro da Associação Internacional de Psicologia analítica. Autor de Jung (Editora Ática). De Voos e raízes – Ensaios sobre imaginação, arte e psicologia arquetípica (Editora Ágora) e O irmão – Psicologia do arquétipo fraterno (Editora Vozes). Conferencista com trabalhos apresentados no Brasil e no exterior, coordena seminários de psicologia arquetípica desde 1985, tendo traduzido e editado vários títulos de James Hillman. É Editor da Revista Cadernos Junguianos, publicação anual da AJB. Trabalha como psicoterapeuta e analista junguiano em São Paulo.
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