Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Bety Orsini adora implicar com dona Amélia, mas basta abrir a boca para ouvir na hora uma resposta espirituosa de sua mãe. Dona Amélia já foi tema de inúmeros textos da jornalista e algumas dezenas deles estão reunidas em Minha vida com mamãe e outras histórias de família. Nestas 45 crônicas, Bety e mãe são coadjuvantes – a grande estrela do livro é a relação entre mãe e filha, a influência que uma tem sobre a outra, o desejo de aprovação, a censura da mãe, a implicância da filha, enfim, o amor incondicional. Dona Amélia é uma só e, ao mesmo tempo, é igual a toda mãe: às vezes, zelosa; outras, implicante; depois, cúmplice; em seguida, ferina. A autora não economiza sentimentos nem se acanha ao falar da briga com a balança ou do elástico frouxo da calcinha. Dona Amélia tampouco. Este livro, tal qual amor de mãe, não tem pudores.
Bety Orsini é jornalista, trabalhou 14 anos no Jornal do Brasil e atualmente está em O Globo. Pela Rocco publicou também Cartas do coração – uma antologia do amor.
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