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Literatura Estrangeira

Messalina

Romance da Roma Antiga

1ª Edição - 2020124 páginasIluminuraspt
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Sinopse

“Se você perguntar sobre a veracidade dos fatos aqui narrados, primeiro saiba que, se eu não quiser, não responderei […]. Tudo o que então ouvi, anuncio com certeza e clareza”, escreveu Sêneca, no século IV a.C., em sua  Apocoloquintose do Divino Cláudio , uma sátira ao imperador Cláudio (século X a.C.), marido de Messalina, aquele a quem não é permitido dormir. E questionar essa veracidade seria natural. Mas ainda melhor seria imaginar, criar, antropofagiar fatos e mitos num romance de violência e liberdade como este que nos deixou Alfred Jarry. Aqui temos em mãos a primeira tradução brasileira de  Messalina , segundo romance da trilogia amor e morte, precedido por  O amor absoluto  e sucedido por  Supermacho . Publicado na França em 1901,  Messalina  abriu com um chute as portas do século XX. A escrita é alucinante, pantagruélica, modernista avant la lettre, um caleidoscópio delirante, erótico e selvagem, com um vocabulário de especificidade atordoante e uma erudição tão natural como a de um dos nossos, Oswald de Andrade. Ler  Messalina  é acelerar num carro conversível sem capota, múrrino à mão e dados de osso espalhados ao redor, vendo passar a toda velocidade jardins reais, circos romanos, coliseus e figueiras sagradas sob o eclipse lunar. Roma, anagrama de amor, é um borrão que passa à direita, à esquerda, ao fundo. “Eu sou toda a Cidade!”, ela sussurra em nosso ouvido. A filha da domadora, a depravada Augusta, a puta de Suburra, a cadela, a louca, a cortesã fulva, a loba, a Vênus-Imperatriz. A Messalina, nome que virou adjetivo. Vestida em seu traje heroico — nua —, ela nos convida a  confarrear  com uma pluralidade vertiginosa de homens asiáticos, etíopes, soldados romanos, mímicos-prestidigitadores e a adentrar um lupanar de Suburra, no submundo da cidade do adultério. Os sentidos das frases soam múltiplos, plurais — e o são. A gente pede pra ir mais devagar, mas a escrita não para, não desacelera. A compreensão só pode ser cumulativa, intuitiva, sensória. As imagens em borrão voltarão de assalto para te atormentar e incitar, como flashbacks de uma viagem que fará os menos aventureiros questionarem a veracidade destes ditos fatos. Breve e cataclísmico,  Messalina  é uma explosão. E como tal, o zumbido desse BUM! vai ressoar em seus ouvidos muito tempo após a leitura. Maria Bitarello  Alfred Jarry  (1873-1907) foi um poeta, dramaturgo, romancista francês, inventor da patafísica – ciência das soluções imaginárias e das leis que regulam as exceções —, de vida breve, intensa, excêntrica e de saúde e corpo frágeis. Um gênio de pés infinitesimais calçando sapatos de mulher.

Sobre Alfred

Alfred Jarry (Laval, 8 de setembro de 1873 - Paris, 1º de novembro de 1907) foi um poeta, romancista e dramaturgo simbolista francês, mais conhecido por sua obra Ubu Rei (1896). Inventou a 'Patafísica, "a ciência das soluções imaginárias", que opera, de modo cômico, a desconstrução do real e sua reconstrução no absurdo. Jarry foi um dos inspiradores dos surrealistas e do teatro do absurdo.

Detalhes do livro

Título
Messalina
Autor
Alfred Jarry
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
124 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573216028
Edição
1ª Edição - 2020
Formato
Brochura

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