Como montar um clube de leitura presencial que funciona de verdade
Um bom clube de leitura transforma leitores solitários em uma comunidade. Guia completo para criar, organizar e manter um clube que as pessoas realmente frequentem.
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Memória no Esquecimento começa a seguinte frase, que soa como uma sentença filosófica, “O que é mais doloroso: não conseguir esquecer ou não conseguir lembrar?”. Falar sobre memória é muito mais do que dissecar estruturas neuronais, sinapses, monoaminas neurotransmissoras, avaliar performance em testes cognitivos ou explanar sobre as demências. É sobre quem somos, como enfrentamos batalhas na infância, como resgatamos as histórias marcantes, aqueles momentos de encanto ou então de busca por um canto, um silêncio para chorar e recomeçar. Em tempos nos quais o Alzheimer é tema cotidiano e atinge cada vez mais pessoas, a arte mergulha no esquecimento. Situações tristes que rodeiam dramas familiares e paixões que resistem ao desgaste e acabam por vencer o esquecimento são roteiros que apresentam aos desavisados o que pode acontecer com todos nós. Quem garante o contrário? Nesse romance, o pensador e escritor Juremir Machado da Silva lança mão de potentes recursos literários ao mergulhar no esquecimento de seu protagonista. Constrói uma narrativa com detalhes ora poéticos, ora realistas, testemunhos de sutilezas do cotidiano de uma pessoa fragilizada. Fala também de vivências comuns, como o andar de bicicleta até perder o fôlego, o amor de um cachorro de estimação pegado ainda filhote, os mistérios familiares e as ilusões que se carrega ao longo da vida. Impossível não querer descobrir as peças do quebra-cabeças da história – assim como não parar e se pegar pensando sobre o conjunto de suas próprias lembranças, identificar as paredes do próprio castelo.
Nascido em Santana do Livramento (RS), em 1962, é poeta, jornalista, radialista, romancista, tradutor, pesquisador do CNPq e professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PPGCOM/PUCRS. Já publicou mais de 40 livros, entre os quais, pela Sulina, Ser feliz é tudo que se quer (ideias sobre o bem viver): filosofia para ler no parque, no ônibus, na cama, na rede; 1964 – Golpe midiático-civil-militar; O que pesquisar quer dizer: como fazer textos acadêmicos sem medo da ABNT e da Capes. É colunista diário do jornal Correio do Povo e coordenador editorial do Caderno de Sábado. A Miséria do Cotidiano, 1991, Artes & Ofícios Muito Além da Liberdade, 1991, Artes & Ofícios A Noites dos Cabarés, 1991, Mercado Aberto A Prisioneira do Castelinho do Alto da Bronze, 1993, Artes & Ofícios O Pensamento do Fim do Século, 1993, L&PM Visões de uma Certa Europa, 1998, Edipucrs Brésil, Pays du Présent, 1999; Desclée de Brouwer A Miséria do Jornalismo Brasileiro, 2000, Vozes
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