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Temas em Saúde
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A obra surge na esteira de um crescente empenho da comunidade científica brasileira em estreitar os laços – por meio das mais diversas ferramentas – com a sociedade. A ideia da publicação vinha sendo pensada pelas autoras há tempos. As raízes do projeto foram plantadas em 2018, quando um curso on-line em divulgação científica passou a ser amplamente oferecido para pós-graduandos da Fiocruz e, posteriormente, para outras instituições. A iniciativa do curso era, na verdade, a síntese de uma série de capacitações que Luisa Massarani, coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública em Ciência e Tecnologia (sediado na Fiocruz), vinha realizando em várias partes do Brasil e em outros países da América Latina ao longo dos últimos 15 anos. Durante todo esse período, as aulas tinham como objetivo principal apresentar ferramentas para que cientistas das mais diversas áreas mantivessem um diálogo mais fortalecido e se sentissem mais seguros em suas conversas e debates com a sociedade. O livro condensa essas ideias de maneira prática e acessível, com conteúdo mais aprofundado e disponível para consulta de forma permanente. Em quatro capítulos, as autoras contemplam as muitas ações e facetas da divulgação científica. Em um primeiro momento, o livro abarca uma parte mais reflexiva, incluindo aspectos mais conceituais e a contextualização da divulgação científica no Brasil, um movimento que já tem cerca de dois séculos de história. A abordagem levanta também questões mais contemporâneas, como as redes de desinformação causadas pela fake news. Em seguida, os capítulos dois e três trazem uma série de guias práticos sobre como fazer divulgação científica e manter com a sociedade um diálogo aberto sobre temas de ciência para os mais variados públicos, num universo que inclui, por exemplo, as crianças, os adolescentes, jornalistas e assessores de imprensa. E também mostram como utilizar diferentes veículos e ferramentas, como textos, vídeos, mídias sociais, podcasts, eventos e apresentações. Abordagens de gênero, diversidade e crises de saúde. Por fim, o quarto capítulo enfatiza aspectos tidos como fundamentais na divulgação científica: a abordagem de temas polêmicos e controversos, as crises de saúde, além de questões de gênero e diversidade. "Na área da saúde, em particular, a presença de mulheres é marcante e deve ser ressaltada. [...], incluir mulheres entre os cientistas retratados nas diferentes formas de se divulgar ciência é fundamental para que meninas e jovens saibam que a carreira científica é uma possibilidade para suas vidas, se assim desejarem", ressaltam as autoras. A obra destaca também a importância da avaliação de projetos de divulgação científica, seja enquanto essas iniciativas ainda estão ocorrendo ou após terem sido finalizadas. Verificar se os objetivos desejados foram ou não atingidos é fundamental para uma visão ampliada de cada projeto e para obter resultados cada vez mais positivos. Em um período marcado por intensos desafios para as instituições científicas do país, o livro pretende, de forma não exaustiva, estimular pesquisadores, especialistas, estudantes e leitores em geral a manter uma interlocução contínua – em áreas de caráter dinâmico e complexo – sobre temas de ciência, tecnologia e saúde. "Acreditamos que essa é uma responsabilidade social de todos os cientistas e que todos devem manter um diálogo com a sociedade, principalmente porque a maior parte dos recursos que apoiam a ciência brasileira vem de dinheiro público. Além disso, buscamos mostrar que a divulgação científica faz bem à própria ciência e pode, inclusive, ser uma questão de sobrevivência da ciência de nosso país", defendem Chagas e Massarani.
Jornalista pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS/Uerj), Catarina Chagas é mestre em Ensino em Biociências e Saúde pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz). Colabora com atividades práticas e de pesquisa do Instituto Nacional de Comunicação Pública em Ciência e Tecnologia. Trabalhou na Coordenação de Comunicação Social (CCS) da Fiocruz, onde atuou como repórter da Agência Fiocruz de Notícias e da Revista de Manguinhos. Participou da organização de exposições, eventos e livros sobre divulgação científica, além de projetos de pesquisa no Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Foi editora dos sites Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças, vinculados ao Instituto Ciência Hoje
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