Ebook ou livro físico: qual é melhor para você?
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Publicado em 1928, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter transformou nossa literatura. Compondo um romance singular repleto de musicalidade, Mário de Andrade fez-se valer de uma inovadora mistura de fragmentos de lendas indígenas e africanas, contos, cantos e ditados populares. O resultado é uma narrativa instigante que indicia a busca do escritor pela forma e essência do ser brasileiro, com todas as contradições e instabilidades que esse conceito reúne. O livro permanece sendo um monumento literário que vem encantando seguidas gerações de leitores. Este novo volume lançado pela Global traz materiais extras de peso. O prefácio é escrito por duas especialistas na obra de Mário de Andrade, as pesquisadoras Telê Ancona Lopez e Tatiana Longo Figueiredo, responsáveis pelo estabelecimento do texto do romance. Traz também reproduções de capas, imagens de primeiras versões (manuscritos), notas de trabalho do autor e de exemplares de trabalho nos quais Mário de Andrade registrou mudanças para edições posteriores do livro. Destacando a importância de Macunaíma para a literatura brasileira, ainda conta com uma coletânea de críticas sobre a obra, publicadas ao longo das décadas. E, por fim, traz um ensaio inédito da professora da USP Leyla Perrone-Moisés, escrito especialmente para esta edição. A pintura que integra a capa da edição é de autoria de Jaider Esbell (1979-2021), artista, geógrafo, escritor e arte educador indígena nascido em Boa Vista, Roraima. Jaider compôs ao longo de sua trajetória um trabalho artístico reconhecido nacional e internacionalmente, tendo composto uma série de pinturas associadas ao romance de Mário de Andrade, pelo qual devotava grande admiração.
Mário de Andrade (1893-1945), paulista da capital, estreou com livro de poesia em 1917. Sua primeira obra modernista foi Paulicéia desvairada (1922). Foi um dos organizadores da Semana de Arte Moderna, na qual palestrou e recebeu muitas vaias. Teórico do Modernismo, além da obra pessoal, consagrou-se à militância jornalística, institucional e epistolar. Com Macunaíma (1928), atingiu o apogeu da prosa modernista. Praticou uma poesia de andamentos dilatados e poemas extensos, voltada para a meditação. Principais livros: Paulicéia desvairada (1922), Losango cáqui (1926), Clã do jabuti (1927), Remate de males (1930), Poesias (1941) e Poesias completas (1966).
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