Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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Em meados dos anos 1990, o enfraquecimento das utopias políticas e das vanguardas artísticas abrandou o debate poético no Brasil. Foi quando Dolhnikoff, que entre 1979 e 1994 participou intensamente da cena literária paulistana, decidiu deixar a cidade e parar de publicar (ainda que não de escrever). Após alguns anos de isolamento, recomeçou a publicar poemas esparsamente, em revistas e sites. Lodo, seu primeiro livro em quase vinte anos, conclui seu retorno e dá novo fôlego à poesia brasileira.
Luis Dolhnikoff (SP, 1961) iniciou sua carreira literária com o livro de poemas Impreciso emigrar (SP, Massao Ohno, 1979). Depois de um intervalo no qual cursou medicina e letras na USP, retornou com Pãnico (SP, Expressão, 1986, com apresentação de Paulo Leminski). Em 1987, participa da fundação da editora paulistana Olavobrás, pela qual publicaria livros de poemas e coletânea de contos Os homens de ferro (1991). Colaborou com resenhas e artigos literários em O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, A Gazeta do Povo (Curitiba), A Notícia (Joinville), revista Sibila (SP) e jornal Clarín (Buenos Aires). Entre 1992 e 1995 coorganizou, ao lado de Haroldo de Campos, o Bloomsday de SP, em que deu a público suas traduções de poemas de James Joyce. Em 2001 recebeu Menção Honrosa no “Prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira”, da revista Cult, com a trilogia poética Consubstanciações I (sendo os jurados os poetas Nelson Asher, Waly Salomão e Cláudio Willer).
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