Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
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Rubem Braga
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Como é sabido, na qualidade de escritor de primeira linha, Rubem Braga sempre esteve rodeado por poetas de diferentes estilos, como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana, Vinicius de Moraes e tantos outros. Além disso, o cronista era leitor contumaz de poesia. Os Lusíadas, de Luís de Camões, era talvez uma das obras em verso mais admiradas por ele, que chegou inclusive a publicar uma adaptação do clássico da poesia épica em língua portuguesa. Também é imperioso rememorar a coluna "A poesia é necessária", mantida por Rubem em princípio na revista Manchete e mais tarde retomada na Revista Nacional, até o ano de seu falecimento, na qual o escritor concedeu vez e voz aos trabalhos de uma ampla gama de escritores e artistas que se dedicaram, mesmo que eventualmente, ao ofício poético. Com este Livro de versos, publicado pela primeira vez em 1980, Rubem Braga mais uma vez nos conquista de maneira mágica, e desta vez com poemas repletos de uma singela epifania. Por meio de um lirismo de primeira água, estes seus versos trazem uma compreensão do humano tal como em sua prosa, e sempre com uma postura magistralmente luminosa.
Rubem Braga nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, em 1913. Ainda estudante, aventurou-se no jornalismo escrevendo uma crônica por dia no Diário da Tarde. Como repórter, trabalhou para os Diários Associados na cobertura da Revolução Constitucionalista de 1932. Mesmo depois de formado em Direito, seguiu produzindo crônicas, desta vez para O Jornal. Mudou-se para o Recife e passou a escrever para o Diário de Pernambuco. Fundou, no Rio de Janeiro, o jornal Folha do Povo, tomando partido na Aliança Nacional Libertadora (ANL). Em 1936, lançou o seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho. Em 1938, fundou, junto com Samuel Wainer e Azevedo Amaral, a revista Diretrizes. Foi correspondente do Diário Carioca na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, tendo tomado parte na campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, em 1945. No período de 1961 a 1963, foi embaixador do Brasil no Marrocos. Considerado um dos maiores cronistas brasileiros, Rubem Braga publicou diversos livros, entre eles Crônicas do Espírito Santo e Coisas Simples do Cotidiano. Braga adorava a vida ao ar livre. Morava em um apartamento de cobertura, em Ipanema, onde mantinha um jardim completo com pitangueiras, passarinhos e tanques de peixes. Em seus últimos anos de vida, publicou suas crônicas aos sábados n’O Estado de São Paulo. Foram 62 anos de jornalismo e mais de 15 mil crônicas escritas antes de falecer, no Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 1990. Além dos livros, a Global disponibiliza diversos conteúdos exclusivos em seu blog: entrevistas, críticas literárias, resenhas, vídeos, notícias e muito mais.
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