Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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A seleção que compõe este 50 crônicas escolhidas proporciona aos leitores um voo privilegiado sobre um universo de textos de nosso cronista maior, sendo possível fruir de seu modo penetrante de avistar o mundo à sua volta. As amizades, as descobertas e desilusões do amor, os encantos do mundo natural, os atropelos da vida urbana são alguns dos temas tocados pelas crônicas de Rubem aqui reunidas, todas repletas de uma insuperável vitalidade, de um raro poder para cativar e até enternecer leitores de várias gerações. Um cheiro que remete à infância, uma conversa com amigos na praia, uma tarde de domingo com a pessoa amada, o canto de um canário, tudo foi matéria para Rubem Braga arrematar crônicas inebriantes, nublando as fronteiras entre a arte de contar histórias e a de criá-las. As crônicas estão distribuídas no livro em ordem cronológica de publicação, conforme explica no texto de prefácio Gustavo Tuna, responsável pela seleção: “O propósito foi o de proporcionar aos leitores o exercício de caminhar pelas crônicas de Rubem Braga acompanhando a experiência do próprio autor, que, em seu ofício diário, transitou, observou e narrou de maneira superior os subúrbios da alma humana.”
Nasceu em 12 de janeiro de 1913, em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, e passou a dedicar-se precocemente ao jornalismo, em 1928, no Correio do Sul, fundado por seus irmãos. Apesar de graduado em Direito, nunca exerceu a profissão e dedicou-se por toda a vida ao jornalismo e à crônica, passando por diversos jornais brasileiros. Atuou também como embaixador no Marrocos, chefe do Escritório Comercial do Brasil no Chile, editor, contista e poeta, experiências que influenciaram suas crônicas, além de ter sido correspondente do Diário Carioca durante a Segunda Guerra Mundial. . Faleceu em 19 de dezembro de 1990 e suas cinzas foram jogadas no rio Itapemirim.
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