Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
(Altamente RecomendáVel Fnlij 2024)
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:: Selo Altamente Recomendável FNLIJ - 2024 Qualquer lugar pode ser um espaço para a linha caminhar, traçar, dançar, escrever, tracejar figuras com lápis, pincel, canetinha, pedra, graveto, tesoura, carvão ou, quem sabe, até com as próprias mãos. Assim é a vida das linhas – elas nascem do encontro entre quem gosta de desenhar com qualquer instrumento que risca e marca uma linha em algum lugar. E deste encontro nascem linhas muito diferentes entre si: linha redonda, linha reta, linha áspera, linha lisa, linha tracejada, linha macia, linha dura, linha mole, linha líquida, linha seca, linha ondulada, linha pontiaguda, linha fina, linha gorda...linhas que passeiam pelas coisas que existem no mundo! Quem nunca viu uma linha de horizonte que sobe e desce redonda pelas montanhas — linha que a gente nunca pega nas mãos, mas ela está sempre ali, sempre adiante? E quem nunca ficou numa linha de ônibus ou de trem ou de supermercado — linha feita de gente, tracejada ponto por ponto, esperando a vez de passar? Quem nunca observou uma linha de costura — fio que brinca de esconde-esconde, aparece e desaparece junto com a agulha furando o pano? E as linhas da mão, as linhas instantâneas que marcam as ondas do mar na areia da praia, as linhas das nervuras das folhas e dos troncos das árvores? Quem nunca ouviu falar da linha do tempo, uma linha invisível, mas que sentimos passar? Assim é a vida das linhas – presente em todas as coisas do mundo, prontinhas para serem capturadas pelo nosso gesto, pelo nosso olhar, pois o desenho existe porque existem linhas!
Edith Derdyk é artista visual e educadora. Autora de diversos livros, entre eles: Entre ser um e ser mil: o livro de artista como objeto poético (Senac, 2013), Disegno. Desenho. Desígnio (Senac, 2008). Contemplada por inúmeros prêmios tais como: Doctora Honoris Causa, Instituto de Estudos Críticos, Cidade do México, 2017, APCA 2002 Artes Visuais Bolsa The Rockfeller Foundation/Residência Artística Bellagio Center, Itália 1998. Desde 1981, realiza exposições coletivas e individuais. No Brasil, em espaços como os Museus de Arte Moderna de São Paulo, SP e do Rio de Janeiro, RJ; Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP; e Instituto Tomie Ohtake, SP. No exterior, em países como Alemanha, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, México, Portugal e Suécia.
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